Receita e história do quentão: a bebida que aquece os invernos há mais de dois mil anos
Receita e história do quentão: a bebida que aquece os invernos há mais de dois mil anos
Quando pensamos em festas juninas, poucas bebidas são tão tradicionais quanto o quentão. Presente em arraiais, reuniões familiares e celebrações de inverno por todo o Brasil, ele se tornou praticamente sinônimo das noites frias de junho e julho.
Mas o que muitos não sabem é que a história do quentão começou muito antes das festas juninas e muito longe do Brasil.
Dos gregos e romanos ao inverno europeu
A ideia de aquecer vinho com especiarias acompanha a humanidade há mais de dois mil anos.
Os antigos gregos já consumiam vinho aquecido como forma de aproveitar vinhos que haviam começado a oxidar ou perder frescor. Posteriormente, os romanos difundiram o hábito por todo o seu império, adicionando ingredientes como mel, ervas aromáticas e especiarias trazidas das rotas comerciais do Oriente.
Durante a Idade Média, a bebida se tornou extremamente popular em toda a Europa, especialmente nos meses frios, quando o vinho quente era consumido tanto pelo prazer quanto pela crença em suas propriedades medicinais.
Com o passar dos séculos, cada país desenvolveu sua própria versão da receita, tradição que permanece viva até os dias atuais.
Como o quentão chegou às festas juninas brasileiras?
No Brasil, a bebida ganhou espaço principalmente nas regiões Sul e Sudeste durante o período colonial, influenciada pelas tradições portuguesas e europeias trazidas pelos imigrantes.
Com o tempo, o quentão passou a ser associado às festas de São João, Santo Antônio e São Pedro, celebradas justamente durante os meses mais frios do ano no hemisfério sul.
Enquanto em algumas regiões a receita evoluiu para versões à base de cachaça, especialmente no interior paulista e mineiro, o quentão elaborado com vinho permaneceu muito popular no Sul do Brasil, onde a influência da imigração europeia e da cultura vitivinícola sempre foi mais forte.
Hoje, para muitos brasileiros, não existe festa junina completa sem uma caneca de quentão.
Receita clássica de quentão de vinho
Embora tradicionalmente muitas receitas utilizem vinhos suaves ou de mesa, a verdade é que um vinho jovem, frutado e acessível costuma entregar resultados muito melhores, preservando equilíbrio e aromas mais agradáveis.
Ingredientes:
- 1 garrafa de vinho tinto jovem e frutado
- 500 ml de água
- 1 xícara de açúcar
- 1 maçã cortada em cubos
- 1 laranja em rodelas
- 1 pedaço de gengibre fresco fatiado
- 4 paus de canela
- 6 cravos-da-índia
Modo de preparo:
- Em uma panela, adicione a água, o açúcar, o gengibre, a canela e os cravos.
- Deixe ferver por aproximadamente 10 minutos.
- Acrescente as frutas e cozinhe por mais alguns minutos.
- Adicione o vinho e aqueça em fogo baixo, evitando a fervura para preservar os aromas e evitar a evaporação excessiva do álcool.
- Sirva ainda quente.
Para a receita, o ideal é optar por um vinho jovem, frutado e de perfil descomplicado, características que permitem excelente resultado sem a necessidade de utilizar vinhos mais complexos ou com passagem por barrica.
O quentão ao redor do mundo
Embora no Brasil seja conhecido como quentão, praticamente todas as regiões produtoras de vinho possuem sua própria versão da bebida:
- Alemanha: Glühwein
- França: Vin Chaud
- Itália: Vin Brulé
- Espanha: Vino Caliente
- Reino Unido: Mulled Wine
- Suécia: Glögg
- Dinamarca: Gløgg
- Romênia: Vin Fiert
Apesar das diferenças nas receitas e especiarias utilizadas, a ideia permanece exatamente a mesma: aquecer o inverno com vinho e boas histórias.
Existe um Dia Internacional do Quentão?
Sim.
O Dia Internacional do Quentão é celebrado anualmente em 3 de março.
A data faz muito sentido para os países do hemisfério norte, onde março ainda representa o final do inverno e temperaturas bastante baixas em diversas regiões da Europa e América do Norte.
Já no Brasil, a celebração acontece em pleno verão, o que torna junho e julho, durante as festas juninas, um momento muito mais apropriado para apreciarmos essa tradição centenária.
Afinal, poucas combinações representam melhor o inverno brasileiro do que uma boa companhia, uma festa junina e uma caneca de quentão bem quente.
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FUEGO BLANCO - CONTRAVIENTO MALBEC
Este vinho tinto Malbec argentino da familia Millan (Mosquita Muerta) é ideal. De San Juan, ele tem taninos doces e acidez vibrante. Seu estágio em carvalho realça a fruta e o torna elegante. Um vinho com frescor e a força do Malbec de altitude.
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BODEGA CERRO CHAPEU - CASTEL PUJOL ALTOS TANNAT / MERLOT
A Castel Pujol é uma das linhas comerciais mais antigas do Uruguai. A versão Altos apresenta um perfil diferente: vinhos tintos jovens, amigáveis e que agradam a todos os paladares. Um Cabernet Sauvignon que certamente você irá apreciar!
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MOSQUITA MUERTA - CORDERO CON PIEL DE LOBO MALBEC
A linha Cordeiro com Pele de Lobo da Mosquita Muerta traz a face moderna do vinho argentino. Estes vinho tinto é de Mendoza são acessíveis e de alta qualidade. Perfis jovens, frutados e cativantes. Seu melhor custo-benefício.
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RESERVA DE LOS ANDES - VINEYARD SELECTON TEMPRANILLO
Este vinho tinto Tempranillo de Mendoza é muito fresco e fácil de beber. Oferece notas de especiarias e pimenta verde, com taninos macios e leve picância. Um tinto com excelente custo benefício.