De onde vêm os aromas do vinho?
De onde vêm os aromas do vinho?
Alguma vez você já achou estranho ouvir alguém dizer: “esse vinho tem aromas de couro”? Pode parecer exagero à primeira vista, mas existe uma explicação — e ela é totalmente natural dentro do processo de elaboração do vinho.
Durante a fermentação, quando o açúcar se transforma em álcool, diversos compostos aromáticos são formados e liberados. São eles que você percebe ao aproximar o nariz da taça, revelando muitas informações sobre sua elaboração ou região.
Cada etapa da produção e do envelhecimento contribui para a criação desses aromas. Alguns são mais fáceis de identificar e bastante comuns; outros aparecem apenas em condições específicas, tornando a experiência ainda mais interessante.
Neste post, vamos explorar alguns dos compostos mais presentes nos vinhos e os aromas que eles podem revelar.
Agora é só girar a taça e acompanhar a BMundi Wine nesta jornada. 🍷
Terpenos:
Os terpenos são compostos aromáticos naturais presentes na casca da uva. São responsáveis por aromas cítricos, florais, além de notas especiadas e até toques de eucalipto no vinho.
Estão especialmente presentes em uvas aromáticas, como Sauvignon Blanc, Gewürztraminer e Alvarinho.
Aromas Aldeídos:
Os aldeídos, principalmente os acetaldeídos, são compostos aromáticos derivados das leveduras durante a fermentação ou também da oxidação do vinho.
São responsáveis por aromas que remetem à maçã verde, nozes, amêndoas, grama recém-cortada e até baunilha.
Em pequenas quantidades, contribuem para a complexidade do vinho. No entanto, em níveis mais elevados (acima de 120 mg/L), passam a ser considerados um defeito, comprometendo a qualidade do vinho.
Ainda assim, existem estilos em que esses aromas são característicos, como vinhos de crianza biológica, a exemplo do Jerez ou do Vin Jaune.
Também podem ser percebidos em vinhos como Pinot Grigio envelhecido e Sauvignon Blanc.
Aromas Pirazínicos:
Aqui temos um termo bastante familiar. Provavelmente você já ouviu alguém comentar que um Carmenere do Chile apresenta muito “aroma de pirazinas”.
Esses compostos orgânicos são responsáveis pelos chamados “aromas verdes”, que lembram folhas, jalapeño e, principalmente, o clássico pimentão verde.
São características naturais de determinadas uvas, especialmente da família das Sauvignon. A Carménère é um dos exemplos mais conhecidos, mas uvas como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot também podem apresentar essas notas — em maior ou menor intensidade.
Vale lembrar que todas essas variedades possuem relação entre si, o que explica a presença desse perfil aromático.
Cetonas:
As cetonas são compostos formados durante a fermentação e o envelhecimento do vinho.
Elas contribuem para aromas mais complexos, que podem remeter a notas amanteigadas, cremosas, florais e de frutas vermelhas.
São responsáveis, por exemplo, pelos aromas de violeta em vinhos como Pinot Noir e Syrah, além de estarem muito presentes em Chardonnay com passagem por carvalho e, especialmente, nos que passam por fermentação malolática.
Esses são apenas alguns dos compostos aromáticos mais comuns no vinho. Em breve, vamos explorar também aromas mais incomuns e surpreendentes que podem aparecer na taça.
E você, quais aromas mais gosta de encontrar no seu vinho preferido? 🍷
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FUEGO BLANCO - GEWURZTRAMINER
Este vinho branco aromático da Argentina é um Gewürztraminer de San Juan, da mesma vinícola da Mosquita Muerta. Oferece notas de rosas e jasmim, frescor e volume. O perfil floral e sedoso de altitude é ideal para culinária asiática. Um vinho elegante.
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LA PLAYA GRAN RESERVA - CARMENÉRE
Este vinho tinto Gran Reserva de Colchagua é um Carmenere premiado (90 pts). Estagiou 6 meses em carvalho, revelando notas de frutas negras, especiarias e tostado. Oferece estrutura e um paladar intenso e saboroso.
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RESERVA DE LOS ANDES - FINCA LAS MARGARITAS SYRAH
O Reserva de los Andes traz este vinho tinto Syrah de Mendoza. É intenso e encorpado, com notas de pimenta, especiarias e chocolate (carvalho). Apresenta textura macia e grande frescor. Ideal para carnes assadas.