Por que abril é o mês da Malbec? Entenda a história por trás da uva símbolo da Argentina
Por que abril é o mês da Malbec? Entenda a história por trás da uva símbolo da Argentina
Abril é um mês muito especial para a viticultura da América do Sul, já que são celebrados o Dia da Malbec, na Argentina — sobre o qual vamos falar neste post — e o Dia da Tannat, no Uruguai, que terá um conteúdo exclusivo em breve.
Para celebrar o Mês da Argentina, a BMundi Wine preparou uma seleção com alguns dos principais rótulos de Malbec do portfólio, disponíveis com uma promoção especial até o dia 30 de abril, com vinhos com até 50% OFF.
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Mas voltando à data: por que abril é considerado o Mês da Malbec? Que acontecimento foi tão importante para marcar esse período na história?
Antes de chegar a esse ponto, é preciso voltar muitos anos no tempo, até a Europa. Segundo estudos recentes, a Malbec não é originária de Cahors como se pensava. Acredita-se que a uva tenha sido levada para a região pelos romanos, proveniente da Itália, por volta do ano 150 d.C., embora não se descarte a possibilidade de sua origem estar em outras regiões da Europa.
De qualquer forma, foi em Cahors que a variedade se estabeleceu. Diferente do que acontece atualmente, os vinhos dessa região eram amplamente valorizados no continente, e sua fama se manteve por muitos séculos, sendo reconhecidos e apreciados ao longo de diferentes períodos históricos.
Esse cenário permaneceu até o século XIX, quando houve uma mudança importante. Com o aumento da popularidade de outras regiões e, principalmente, com a chegada da filoxera, os vinhos de Cahors entraram em decadência e quase caíram no esquecimento. Foi nesse contexto, entre as décadas de 1840 e 1850, que a uva começaria a encontrar um novo destino.
Com a crescente influência da cultura europeia na América do Sul, o cultivo da vinha, as práticas de produção e o consumo de vinho passaram a se desenvolver com mais força na região. Nesse cenário, o exilado político argentino Domingo Faustino Sarmiento, que se encontrava no Chile na década de 1840, deu início à Quinta Normal de Santiago, um projeto de modernização agrícola voltado principalmente às videiras e à adaptação de cepas europeias ao novo território.
Com a criação da Quinta Normal, também chegaram especialistas franceses como René Lefevre, Claudio Gay e Michel Aimé Pouget — este último de grande importância na história não só da Malbec, mas também da Argentina — para atuar no desenvolvimento desse projeto.
Após o retorno de Domingo Faustino Sarmiento à Argentina, e inspirado pelo sucesso da Quinta Normal de Santiago, ele buscou replicar esse modelo em Mendoza. Foi assim que, no dia 17 de abril de 1853, foi apresentado o projeto da Quinta Normal e de uma Escola Superior de Agricultura. A direção ficou a cargo de Michel Aimé Pouget, que trouxe do Chile diversas cepas francesas, entre elas a Malbec.
A partir desse momento, a uva encontrou condições ideais no território argentino. Adaptou-se rapidamente ao clima e ao solo, expandindo-se de forma consistente ao longo da segunda metade do século XIX. Já no início do século XX, tornou-se a principal variedade do país, conhecida como “uva francesa”.
Assim, o que começou como uma cepa europeia em declínio encontrou na Argentina um novo centro de desenvolvimento, consolidando-se como sua variedade emblemática e, posteriormente, base para sua projeção internacional.
Hoje, a Malbec é muito diferente do que era há 200 anos. A evolução das técnicas e das práticas no vinhedo e na vinificação ampliou seu potencial e diversificou seus estilos. Hoje, ela vai muito além dos tintos tradicionais: aparecem versões mais leves, rosés e até vinhos brancos.
Agora queremos saber: a Malbec também tem espaço garantido na sua taça?
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RESERVA DE LOS ANDES - VINEYARD SELECTION MALBEC BRANCO
O Reserva de los Andes traz esta novidade: um Malbec Branco, uma raridade de Mendoza. Este vinho branco argentina é fresco, com acidez vibrante e belo volume. Um rótulo aromático com excelente custo benefício.
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RESERVA DE LOS ANDES - FINCA LAS MARGARITAS MALBEC ROSÉ
Este vinho rosé malbec da Argentina é ideal para o verão. De Mendoza, ele é fresco e frutado, com notas de framboesa e morango. Possui alta acidez, o que garante um paladar limpo e convidativo.
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RESERVA DE LOS ANDES - TANINOS MALBEC
Elaborados pela centenária vinícola Reserva de los Andes, Taninos representa a qualidade máxima dos vinhos argentinos. Um Malbec com grande capacidade de envelhecimento, que irá ganhar complexidade e elegância com o passar do tempo.
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CIELO Y TIERRA - CELADOR MALBEC
Este vinho tinto encorpado de Mendoza é um Malbec com grande estrutura. Demonstra a força do vinho argentino, com notas de fruta madura e taninos sedosos. Ideal para carnes na brasa e pratos intensos.